Mostrar mensagens com a etiqueta professora de Francês. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta professora de Francês. Mostrar todas as mensagens

sábado, 17 de julho de 2010

Ainda a propósito da Dr.ª Júlia, professora de Francês

   Na sequência do "post" anterior e dos "comentários" já recebidos, da Luísa, do Honorato e do Professor Serrano, parece-me que ficou ainda muito por dizer... isto, como disse a Luísa no seu primeiro "post", é como as cerejas...
   Para começar quero dedicar esta música, da Françoise Hardy, à nossa Dr.ª Júlia!
   E pegando nas últimas duas quadras da canção:

"Comme les garçons et les filles de mon âge
Connaîtrais-je bientôt ce qu'est l'amour?
Comme les garçons et les filles de mon âge
Je me demande quand viendra le jour

Où les yeux dans ses yeux où la main dans sa main
J'aurai le coeur heureux sans peur du lendemain
Le jour où je n'aurai plus du tout l'âme en peine
Le jour où moi aussi j'aurai quelqu'un qui m'aime"
   Faço votos para que esse dia tenha chegado logo assim que nos deixou e que tenha sido, e continue a ser, muito feliz!
   Gostei também de saber que a preferência das meninas ia mais para o Dr. José Rafael!... mas aí cuidado! A Dr.ª Carolina (era assim que se chamava a mulher?), era também muito bonita e não o deixava ir mais além do que espalhar o seu charme!...
   Quanto à pergunta da Luísa sobre se a sedução dos rapazes seria ou não sobre a cara da Dr.ª Júlia, fiquei cá a pensar e a tentar pesquisar nos arquivos da memória e ... olha que és capaz de não estares enganada!
Ora vejamos:
1) A senhora ia para a janela e ficava de costas para nós;
2) A senhora usava  umas belas mini-saias e debruçava-se para falar com o Mico...
   Tenho mesmo que concordar contigo, decididamente tens razão! ... Agora já faz todo o sentido o facto de alguns rapazes da fila de carteiras encostada a essa parede, com um ângulo morto relativamente à janela, aproveitarem sempre essas alturas para irem até ao cesto dos papéis, para afiarem os lápis.
   Bem que me fazia espécie os lápis gastarem-se tão depressa nas aulas de Francês!...
   E assim tenho também que concordar com o  Professor Serrano; a senhora tinha outros dotes, para além dos de educadora de infância.
  E de facto, Honorato, ela não esteve connosco no último encontro, mas gostaríamos muito de poder contar com a sua presença, e de todos os outros professores e professoras, nos nossos próximos encontros. Pois que, com mais ou menos carisma e simpatia por parte dos alunos, todos eles foram muito importantes para a nossa formação, tanto em termos académicos como sociais e humanos.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

A foto (última) da Natália e o Francês do meu 3º ano

A professora Júlia e o Mico
Que me desculpe a Natália, pela “desfiguração” da sua fotografia, que considero um documento único, aliás, mas a mesma tem duas pessoas que me fizeram recordar as minhas aulas de Francês do 3º ano.
Enquadremos a história: no 1º ano tive a Francês o P. Lamego, do qual aqui já se falou, nomeadamente por usar métodos demasiado antiquados, que impunha através de uma disciplina excessiva (se calhar ainda reminiscências dos seus tempos de seminário); no 2º ano o professor de Francês foi o Eng. António Ressurreição, sobre o qual não valerá a pena, neste texto, falar pois todos teremos ainda na memória muitas histórias a seu respeito; no 3º ano tive aulas, se a memória não me trai, na sala do 1º andar, em frente à sala de Professores e à sala/refeitório dos rapazes.
Ora bem, então vamos lá às memórias que a fotografia da Natália me avivou: a dita sala tinha uma janela quase em frente à casa do Engenheiro, à porta da qual o filho, ainda muito pequeno, costumava brincar algumas vezes. Nesse 3º ano tivemos a Francês uma professora, relativamente nova que usava umas mini-saias muito de acordo com a época… Ora a dita professora vivia, ou pelo menos almoçava, na casa do engenheiro e gostava muito de brincar com o filho dele…
Nós estávamos na aula de Francês, o catraio vinha para a rua brincar, a professora ia para a janela dizer-lhe umas gracinhas, apoiava os cotovelos no peitoril, debruçava-se um pouco e, … claro, os olhos dos rapazes da turma eram, como que de imediato, atraídos por uma enorme força magnética que irradiava desta cena ternurenta, ... ficando a pedir aos céus para que continuasse por mais algum tempo.
Já havia até quem dissesse que alguns rapazes da turma iam prometer, e oferecer, goluseimas ao pequeno António para vir brincar para a rua sempre que íamos ter aulas de Francês. Não era por nada, era apenas porque achavam que a dita professora tinha dotes … (de educadora de infância), e gostavam que ela os mostrasse… apenas isso, creio eu!…
Na foto destaquei aqueles que acho serem os dois protagonistas desta história, ou, se o não forem, pelo menos fizeram-me reavivá-la…
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...