segunda-feira, 19 de julho de 2010

Luísa e Natália, com o ENSI em fundo
Meus amigos

Antes que comece para aí a divagar vou passando já já ao que hoje me traz aqui e permitam-me, sem menosprezo para os demais, que evoque os intervalos do almoço passados amiúde com alguém de entre vós que ocupa um lugar muito especial no meu coração, a provar que há amizades com pilhas duracel que duram e duram e duram...


Pois é Luisa é contigo mesmo, olha nós, olha a pose tão jovens e arrumadinhas... certamente num daqueles dias em que apanhámos o serviço de transporte combinado com o Dr. Barbosa, no seu ruidoso carro veloz e ferozmente conduzido pelas ruas estreitinhas a subir e a descer ele a carregar no acelerador desafiando todas as leis da fisica que nos impingia e nós a carregar a fundo num travão imaginário e a encolher-nos todas para facilitar a manobra e evitar que o dito se esmurrasse nas arestas das paredes... e tudo culminando na tua casa com a marmita a sair da lancheira ou a partilha do teu almoço que a tua mãe bastas vezes me oferecia.

Aguém nos fotografou a partir do castelo com o colégio ao fundo. Diz lá que não foi bom eu ter guardado estas peças de museu, engraçado eu pensar que era um capítulo encerrado e enterrado e afinal está tudo a renascer as lembranças a surgir em turbilhão e eu a dar graças por ser conservadora e tão agarrada às coisas, ás pessoas e aos objectos e resistir sempre que penso em deitar fora, como se estivesse a abandonar um animal ou pior ainda a apagar alguém da minha vida para sempre...

Não tenho dúvidas. Ainda estamos em sintonia.

Beijinhos. Natália

6 comentários:

Luísa Antunes disse...

Ó p'ra n+ppppppp (não,não é erro!Foi o meu gato João Ratão que escreveu e mandou bjinhos.) "Ó p'ra nós do tamanho do colégio e tão espigadotas na paisagem, com os nossos soquetes brancos e as nossas batas pretas do colégio! Às tantas, nesse dia, também comi do arroz de feijão excepcional que a tua mãe fazia... Ainda tens os "livros de autógrafos"? Eu "roubava" as fotos do álbum lá de casa para enfeitar esses livrinhos dos colegas. Eu, infelizmente, já não tenho, a não o último dos "inquéritos", já do nosso 5º ano, mas em que estás tu, a Fátima Avelar, a Lurdes Cruz ( e muitos outros que ainda não apareceram por aqui)... Fiquei felicíssima - os outros amigos que me perdoem- mas vou guardar religiosamente esta foto... Beijinhos para todos.

Prohensa, j. adolfo disse...

Ó Natália então e alguma vez se deitam fora peças destas? Não são peças de museu, são relíquias!...
E que bem que eu me lembro destas meninas da fotografia... e do Colégio, lá bem por detrás das vossas cabeças!
O que eu não sabia era que, nessas vossas voltas, utilizavam o célebre Renault 16 do Dr. Barbosa. Era ele a acelerar no R16 e o P. Fatela a fazer manobras com o NSU!!!
Já estou na expectativa para ver qual será a próxima surpresa a saltar desse teu arquivo...
Beijinhos.

Honorato disse...

Que bom, lembrar estas caras jovens. Mas neste momento gostaria de dizer ao João Adolfo que nunca imaginei que esta ideia do blogue pudesse criar uma tal tempestade de recordações. Espero que muitos mais jovens apareçam para nos despertarem outras emoções e confirmarem que valeu a pena ter frequentado o nosso antigo colégio. A Luísa e a Natália têm contribuído bastante para isso.

Prohensa, j. adolfo disse...

Honorato, foi de facto muito bom, a chegada da Luísa e da Natália, mas continua aqui a faltar muita gente!
Temos que pedir à D. Irene que volta a tocar a campainha, desta vez com mais força, porque há muito pessoal que está a chegar atrasado!...

Honorato disse...

Subscrevo o João. Ou não visitam o blogue ou só assitem. Mas eu gostaria de saber se, pelo menos, assitem. Lembro-me de o Dr Augusto Pedro ter ido buscar à rua um aluno que se baldou a uma aula dele. Foi levado a pontapé. Outros tempos... Outras educações... outros alunos... outros professores...
D. Irene, mande os meninos e meninas entrar no blogue. Faça-nos esse favor.

j.c.berenguilho disse...

À medida que os relatos se vão sucedendo, sinto o contentamento, de ver tudo isto a "crescer"...
Já tinha tentado lembrar-me do meu prof. de inglês e da prof. de ciências... agora já voltei a saber que eram o Prof Rafael e a prof. Aurelina, Paracana...
De Penamacor tenho poucas lembranças... a não ser que no "laboratório" (creio que era o local ao lado esquerdo do hall de entrada) passámos algum tempo a tentar aprender a tocar viola... com o Artur da Meimoa (e outros)...
Tudo isto está a valer a pena!

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